Com a crise econômica no brasil, muitas lojas de varejo estão passando por grandes dificuldades
O fantasma da crise econômica do Brasil deixa o consumidor com medo de comprar, e muitos comércios estão fechando as portas. Nesse momento de crise, em que as vendas estão em baixa, o empresário varejista deve se atentar para a gestão do negócio, focando na negociação com fornecedores, pedindo descontos e buscando o alongamento de prazo para o pagamento de mercadoria.
Vimos um cenário na economia de queda no varejo e na indústria desde o ano de 2014 que continuou em 2015 e se aprofundou em 2016, em que as pessoas realmente puxaram o freio de mão. A crise e a alta do desemprego estão instauradas, muitos perderam a renda, ou pelo menos uma parte dela e toda a reestruturação de contas da casa tem que ser feita.
Com isso as pessoas deixam de consumir, o varejo e a indústria acabam por sofrer com quedas acima da inflação, trazendo um círculo vicioso que impacta diretamente o consumo. As pessoas não têm emprego e não consomem.
Daniela Lopes formada em economia pela Puc de São Paulo afirma que, “essa crise deve durar pelo menos mais dois anos, o consumidor também acaba por não conseguir empréstimos, o que dificulta a compra.”
Nidia Rosenthal proprietária de uma loja de calçados em São Paulo, diz que a palavra crise está disseminada no mercado, e o consumidor mesmo que está empregado e bem ele entra em uma situação de receio e muitas vezes deixam de comprar. “Nossa loja teve uma queda basicamente de 10% do ano passado para esse”.
Por conta dessa crise, o comércio acaba por fazer muitas liquidações para poder girar os estoques e entrar dinheiro, “você vai vender a sua mercadoria mais barata você vai ficar no prejuízo acaba a liquidação porque uma hora tem que acabar se você entra em descrédito em relação aos seus clientes, acabou a liquidação não chegou o verão ainda, você vai fazer o que, acaba só antecipando uma situação, acho isso prejudicial estender por muito tempo”, afirma Nidia.
Foto: Juliana Nates - Proprietária de uma loja varejista, Nídia Rosenthal
Uma dica importante é o controle dos estoques que deve ser acompanhado com mais rigor, evitando que o produto fique parado mais do que o necessário ao giro do negócio e ter maior controle na gestão financeira da empresa, mantendo os controles financeiros sempre atualizados, a fim de agilizar a
tomada de decisão sobre investimentos, captação de recursos ou até mesmo o adiamento deles.
“É preciso também verificar as perdas com o desperdício de materiais, energia, água, entre outro. Além disso, se faz necessário eliminar tarefas operacionais desnecessárias e onerosas que não estão de acordo com o foco do negócio”, observou Fernanda Dela Rosa, assessora econômica da Fecomercio de São Paulo.
No ano de 2015, o comércio eletrônico no Brasil apresentou um crescimento nominal de 15,3%, em relação ao ano de 2014, segundo dados da E-bit. Em função da mudança de hábitos dos consumidores brasileiros que estão cada vez mais com acesso à internet e mais conectados através dos dispositivos móveis, como smartphones e tabletes, apresentando resultados positivos.
Nessa época pode ser um momento para abrir novos comércios, o importante é que o empresário se atente para algumas questões, como exemplo, o mercado de atuação, os concorrentes e o público alvo, além das atividades operacionais que envolvem o negócio, os recursos financeiros disponíveis, entre outros pontos. Elaborar um Plano de Negócio, mesmo que seja um pequeno negócio, se preciso busque uma orientação de um profissional especializado, principalmente quando necessite de um valor maior de investimento.

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