quinta-feira, 19 de maio de 2016

Jogadoras de handebol sofrem com falta de patrocínio

Apesar de não ser muito visto em programas de televisão, jornais ou em revistas esportivas, o handebol é um esporte muito praticado atualmente e está cada vez mais inserido nas escolas ou em clubes esportivos
A falta de patrocínio no handebol é o maior desafio para as atletas. Mesmo com a bolsa auxilio oferecido pelas prefeituras municipais as equipes continuam desfavorecidas, pois não conseguem atingir um nível competitivo a ponto de ganhar visibilidade em todo território nacional. O auxilio é gerado através da frequência com que a atleta é convocada para jogos e se ela estiver inscrita corretamente nas competições oficiais ou na coordenadoria de esporte da cidade, caso esses requisitos não estiverem corretos, ou seja, a atleta não estar inscrita não poderá receber o auxilio.

Em entrevista o Secretário de Esportes da cidade de Osasco, Tinha di Ferreira declarou que: “a concessão de bolsa-auxílio não cria vínculo de emprego entre o atleta e o Fundo de assistência ao Esporte, e ou a Prefeitura do Município de Osasco e que a Prefeitura paga as taxas de federação e oferece transporte. Já treinamento é responsabilidade da equipe, a prefeitura de Osasco oferece o espaço de treinamento. Alojamento, este ano, apenas para a equipe de handebol feminino”. E também comentou sobre como é aprovado a bolsa para as atletas “os recursos do Bolsa Auxílio deverão ser utilizados exclusivamente para as despesas pessoais dos atletas.A concessão da Bolsa Atleta se dará após aprovação da Comissão de Avaliação da Secretaria de Esporte, Recreação e Lazer, após o rankeamento feito com critérios quali-quantitativos, em avaliação individual de cada atleta por seu treinador”.

O handebol feminino participa hoje de vários campeonatos importantes como Jogos Olímpicos, Campeonatos Pan-americanos e Mundiais, que são disputados pela Seleção Brasileira. Campeonatos regionais de handebol feminino são disputados, mas não são televisionados, apenas comentados brevemente em um programa ou outro diferente de campeonatos de futebol. Porém, nas escolas o handebol está cada vez mais presente, principalmente entre as meninas.

Em são Paulo a Federação Paulista de Handebol, órgão que organiza campeonatos no estado, conta hoje com mais de 20 clubes associados e que possuem equipes femininas de handebol e participam frequentemente de jogos.

Além de não ser um esporte que está sempre em evidência, às equipes femininas ainda precisam enfrentar as dificuldades que são impostas as jogadoras desde quando começam a treinar. Como aconteceu com a Fabiana Carvalho Diniz, ou Dara, jogadora da Seleção Brasileira Feminina de Handebol. A atleta começou a jogar handebol na escola aos 11 anos e passou por muitas dificuldades no inicio, principalmente pela falta de apoio “às vezes cheguei sim a pensar que não conseguiria seguir com o handebol, a falta de clubes, de investimento superei porque o amor pelo esporte foi maior que tudo”, afirmou a jogadora.


Foto: Juliana Gomes - Estádio de Barueri

Essa falta de patrocínio para as meninas do handebol é a maior dificuldade que elas enfrentam, pois chegam a perder campeonatos e o que torna cada vez mais complicado viver apenas do esporte para algumas meninas que esperam isso. Fabiana “Dara”, falou também que não chegou a ficar fora de disputas, mas foram movidos mundos e fundos para a equipe conseguir ir aos jogos, eram realizadas rifas, festas, ajuda dos pais e campanhas para ajudar nas viagens, mas que valeu a pena o esforço. “Vim jogar na Europa para poder me dedicar 100% e ser profissional da modalidade. Acreditei e corri atrás do meu sonho”.

Mesmo sabendo que as atletas precisam estar integralmente dedicadas aos treinos e aos jogos é impossível afirmar que algum dia o handebol feminino será um esporte onde as atletas consigam viver dele, apenas com a ajuda das prefeituras municipais e sem o patrocínio de empresas os clubes não conseguem montar equipes competitivas e que atinjam altos níveis nos campeonatos e futuramente prosseguirem estáveis nas disputas.

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