sexta-feira, 20 de maio de 2016

Apesar de ajudar na inclusão social a capoeira não gera um retorno


Todo esporte tem como dever a inclusão social e a capoeira, um esporte tipicamente brasileiro, não foge disso

Apesar da capoeira ser um esporte genuinamente brasileiro, nem sempre seus mestres e professores conseguem se manter com o dinheiro que recebem com suas aulas. No Brasil a modalidade não possui reconhecimento e prestigio como outras artes marciais, tal como o MMA. No entanto, ela é utilizada em regiões carentes para ajudar no desenvolvimento físico e mental de crianças e adolescentes. 

Durante a década de 80 até o início dos anos 90 existia uma procura muito grande pelo esporte, praticamente todas as academias de bairro e centro forneciam aulas de capoeira. Hoje em dia o cenário mudou como afirma o mestre de capoeira Aprigio, 30, que dá aula há mais de cinco de anos. “A capoeira infelizmente tem perdido um pouco de espaço, devido à grande procura de MMA e outras lutas requisitadas atualmente.”, relata. 

O mestre Aprigio da aula numa escola pública na Zona Leste de São Paulo, para um grupo de crianças e adolescentes, todos entre 05 e 15 anos. Paralelamente ele trabalha como segurança em uma faculdade, pois, não consegue se manter com o dinheiro que ganha através da capoeira.



Mesmo assim Aprigio permanece contente em ensinar capoeira para o maior número possível de crianças e adolescentes. “O nosso projeto procura incentivar com que venham procurar mais a capoeira, com que estudem mais a capoeira e se divirtam com ela também”.
Kaique Nascimento - Fotos dos instrumentos utilizados da capoeira

Durante o jogo os integrantes disputam e exibem entre si suas habilidades, acompanhadas ao som do Birimbau e outros instrumentos.  A canção que pode mudar de ritmo a qualquer momento indicando com que intensidade os participantes devem jogar, mas a capoeira não é considerada um esporte violento, pois, a intenção não é atingir o oponente.
 
Com isso seus praticantes aprendem a ter respeito uns pelos outros e estimula sua concentração. Algo que é fundamental para crianças e adolescentes, pois, com a prática esportiva colabora até com a dedicação nos estudos. Algo que ficou nítido para Henrique Silva, 29, pai de um dos alunos do mestre Aprigio. “A capoeira ajudou no desenvolvimento do meu filho na escola e instigou uma melhora na inclusão social dele com os seus amigos.”, afirma.

Para os médicos os benefícios da prática esportiva são verídicos, uma vez que o esporte serve para educar, colabora no desenvolvimento da sociedade e também na saúde; principalmente para criança e o adolescente. É o que confirma a médica Milena Fernandes, 40, que trabalha há 15 anos na área da saúde: “O esporte é muito importante em qualquer fase da vida da criança e do adolescente. Através do esporte eles aprendem a se organizar melhor, ter disciplina e desenvolvem a concentração e sua a parte motora.” relata.
Em contrapartida a doutora também relata sobre as restrições para as crianças no esporte. Segundo ela isso varia de criança para a criança. “Cada criança tem seu limite e sua dificuldade, é de acordo com cada criança a se observar caso por caso com a ajuda de um especialista”, relata.

A pratica esportiva e a capoeira pode ajuda a criança e o adolescente a se manterem saudáveis, diminuindo o risco de doenças cardíacas; além de incentivá-los a se manterem longe das drogas licitas e ilícitas. O que pode contribuir para no futuro eles se tornarem pessoas calmas, controladas e que abominam a violência. Para saber mais sobre capoeira procure um projeto do seu bairro.



O primeiro eleitor da fila pode ser intimado para trabalhar como mesário

O Juiz Eleitoral não precisa convocar você para trabalhar nas eleições, basta uma falha para sua vaga ser garantida no time dos mesários

O mesário é o cidadão nomeado para compor as mesas eleitoras no dia das eleições, ele pode ser voluntário, convocado ou ser o primeiro da fila. Conforme a lei 4.737, art. 123 qualquer eleitor pode ser convocado para suprir as demandas da mesa eleitoral, caso algum mesário falte no dia da eleição e não exista ninguém para substitui-lo.


No entanto, para o Assessor Planejamento Estratégico de Eleições, do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), Juan Bernardez, 50, isso não é necessário, pois, existe um procura muito grande de voluntários. No dia da votação os que não foram direcionados até uma escola aguardam nos Cartórios Eleitorais uma possível convocação para cobrir a demanda em um dos postos eleitorais.


O Juiz Eleitoral segue alguns critérios exigidos por lei, para suprir escolher os mesários, entre eles ser maior de 18 anos. Essa função não recebe nenhum tipo de remuneração financeira por seus serviços, mesmo assim a lei garante alguns benefícios para o eleitor que trabalha nas eleições. Entre eles estão o direito a dois dias de folga por cada dia trabalhado nas eleições, inclusive o do dia de treinamento - desde que não ocorra mudança de empregador -, e dependendo do edital pode servir como critério de desempate em alguns concursos públicos. Além disso, o trabalho de mesário pode contar como atividade complementar em algumas faculdades.
Foto: Jhonny Cardoso - Título de eleitor


Ao contrário do que muitos imaginam, não são apenas os benéficos que motivam a população para trabalhar como mesário. Para Bernardez apesar disso algumas pessoas atuam pelo lado cidadão: “Conforme o Feedback que tivemos na última eleição, muitas pessoas diziam atuar pelo lado cidadão, principalmente os mais jovens.”, afirma Bernadez.


OS DOIS LADOS DA HISTÓRIA

Contudo, mesmo motivados para trabalhar nas eleições, alguns mesários fazem suas criticas ao treinamento, fornecido antes das eleições. Como é o caso da costureira Marcia da Silva, 35, que já trabalhou em duas eleições como voluntária: “Você é chamado para participar de um treinamento, que é muito rápido e não explica direito. Só isso deixa a desejar.”, relata Marcia.

Enquanto isso outros mesários acham que o treinamento foi suficiente para prepara-los para o dia das votações. Como é a Agente Administrativo, Yara Trentino, 38, que já trabalhou anteriormente como mesária convocada em duas eleições. “Na minha época o treinamento me deixou preparada para o que ira fazer, que não é nada muito complicado.”, diz Yara.

Mesmo assim a experiência não foi agradável para ela. “Eu acho que o sistema é incomodo. Você fica o dia inteiro numa escola, sem ventilador ou ar-condicionado, numa cadeira sem conforto. Talvez se fosse meio período teria uma procura maior da população. Eu mesma não voltaria a trabalhar como mesária”, conta Yara.

Por outro lado, Marcia não teve o mesmo problema. “No dia não tem erro, você sabe qual é a sua sala e o que vai fazer. Além disso, têm os documentos que são entregues explicando tudo.”, afirma Marcia. Para facilitar o trabalho dela e dos demais mesários, Bernandez diz que o TRE-SP está sempre disposto a ouvir as criticas, sugestões e pontos de vista deles.

PRÓXIMOS PASSOS

Com isso a Justiça Eleitoral busca meios convidativos para atrair e motivar a sociedade para se voluntariar. O Assessor diz que o próximo passo é convencer o MEC de que todas as instituições de ensino superior devem aceitar, de forma igualitária, as horas de atividade complementar dos universitários que trabalharem como mesário. Para ele isso estimularia os estudantes a estarem mais próximos do TRE-SP.

Bernandez crê que os benefícios vão continuar atraindo uma pequena parcela da sociedade, pois, para ele a maioria dos mesários são voluntários. Contudo, segundo o levantamento de dados, exposto no site do TRE-SP, na última eleição apenas 21,70% dos mesários em São Paulo eram voluntários. Sendo que em todo território nacional 54,17% mesários eram voluntários. O que indica que o estado paulistano ficou com uma pequena margem de voluntários em 2014.

Bernadez já contrapõe essa informação e garante que os números de voluntários de São Paulo, que são citados no site estão errados. Segundo ele a quantidade de voluntariados vem aumentando a cada eleição e esse equivoco teria ocorrido por uma falha dos cartórios, na hora de registar se o cidadão foi convocado ou não para trabalhar nas eleições.

Independente disso, como informa o professor de sociologia Odilon Camargo, 40, o trabalho de mesário é acima de tudo um ato de cidadania. “Você está colaborando com a democracia, pois, acima de tudo trabalhar como mesário é um ato de cidadania. Claro que existem critica de pessoas que são convocadas e não tem nenhum sentido nisso, pois, não são remunerados.”, afirma Odilon.

Os varejistas tentam driblar a crise econômica

Com a crise econômica no brasil, muitas lojas de varejo estão passando por grandes dificuldades

O fantasma da crise econômica do Brasil deixa o consumidor com medo de comprar, e muitos comércios estão fechando as portas. Nesse momento de crise, em que as vendas estão em baixa, o empresário varejista deve se atentar para a gestão do negócio, focando na negociação com fornecedores, pedindo descontos e buscando o alongamento de prazo para o pagamento de mercadoria.

Vimos um cenário na economia de queda no varejo e na indústria desde o ano de 2014 que continuou em 2015 e se aprofundou em 2016, em que as pessoas realmente puxaram o freio de mão. A crise e a alta do desemprego estão instauradas, muitos perderam a renda, ou pelo menos uma parte dela e toda a reestruturação de contas da casa tem que ser feita.
Com isso as pessoas deixam de consumir, o varejo e a indústria acabam por sofrer com quedas acima da inflação, trazendo um círculo vicioso que impacta diretamente o consumo. As pessoas não têm emprego e não consomem.

Daniela Lopes formada em economia pela Puc de São Paulo afirma que, “essa crise deve durar pelo menos mais dois anos, o consumidor também acaba por não conseguir empréstimos, o que dificulta a compra.”

Nidia Rosenthal proprietária de uma loja de calçados em São Paulo, diz que a palavra crise está disseminada no mercado, e o consumidor mesmo que está empregado e bem ele entra em uma situação de receio e muitas vezes deixam de comprar. “Nossa loja teve uma queda basicamente de 10% do ano passado para esse”.

Por conta dessa crise, o comércio acaba por fazer muitas liquidações para poder girar os estoques e entrar dinheiro, “você vai vender a sua mercadoria mais barata você vai ficar no prejuízo acaba a liquidação porque uma hora tem que acabar se você entra em descrédito em relação aos seus clientes, acabou a liquidação não chegou o verão ainda, você vai fazer o que, acaba só antecipando uma situação, acho isso prejudicial estender por muito tempo”, afirma Nidia.

Foto: Juliana Nates - Proprietária de uma loja varejista, Nídia Rosenthal

Uma dica importante é o controle dos estoques que deve ser acompanhado com mais rigor, evitando que o produto fique parado mais do que o necessário ao giro do negócio e ter maior controle na gestão financeira da empresa, mantendo os controles financeiros sempre atualizados, a fim de agilizar a
tomada de decisão sobre investimentos, captação de recursos ou até mesmo o adiamento deles.

“É preciso também verificar as perdas com o desperdício de materiais, energia, água, entre outro. Além disso, se faz necessário eliminar tarefas operacionais desnecessárias e onerosas que não estão de acordo com o foco do negócio”, observou Fernanda Dela Rosa, assessora econômica da Fecomercio de São Paulo.

No ano de 2015, o comércio eletrônico no Brasil apresentou um crescimento nominal de 15,3%, em relação ao ano de 2014, segundo dados da E-bit. Em função da mudança de hábitos dos consumidores brasileiros que estão cada vez mais com acesso à internet e mais conectados através dos dispositivos móveis, como smartphones e tabletes, apresentando resultados positivos.

Nessa época pode ser um momento para abrir novos comércios, o importante é que o empresário se atente para algumas questões, como exemplo, o mercado de atuação, os concorrentes e o público alvo, além das atividades operacionais que envolvem o negócio, os recursos financeiros disponíveis, entre outros pontos. Elaborar um Plano de Negócio, mesmo que seja um pequeno negócio, se preciso busque uma orientação de um profissional especializado, principalmente quando necessite de um valor maior de investimento.

Sinagoga mais antiga da capital ficou interativa

Primeira Sinagoga de São Paulo se torna um Memorial e recebe doações de figuras públicas como o apresentador Silvio Santos 

São Paulo ganha o primeiro memorial dedicado a história do povo judeu, com a colaboração da comunidade judaica e de figuras públicas. O acervo interativo está repleto de documentos, fotografias, elementos religiosos e livros do povo hebreu; entre os quais estão o livro Diálogos de Amor, de 1580, escrito por um dos antepassados de Silvio Santos. A exposição interativa permite que os visitantes absorvam facilmente diversas fases migratórias, festas, ritos e tradições da cultura judaica.

Foto: Eduardo Ortega - Galeria de imagens e uma tela interativa com legendas das diversas famílias imigrantes 

Yasmin Klein, responsável pela administração do museu, acredita que a interatividade é importante para imersão do público durante a visita. “Aqui é o antigo contrastando com o novo, não é uma coisa ruim. Às vezes você coloca uma coisa moderna junto de uma coisa antiga e atrapalha, mas aqui é exatamente ao contrário, é o moderno e a tecnologia se ajudando”, relata.  O ambiente foi projetado para receber pessoas de todas as faixas etárias. Segundo o professor de literatura hebraica judaica na USP, Luis Sergio Krausz, isso torna a exposição mais atraente. “Eu acho que essa ideia de fazer uma exposição interativa é muito interessante, por que os objetos mortos, parados muitas vezes não são tão atraentes, não comunicam tanto as coisas para quem está indo lá só para contemplar”.

Filho de imigrantes judeus e Diretor do culto da Sinagoga do Club Hebraica, José Luiz Goldfarb, acredita que o acervo do Memorial foi bem selecionado e isso ajuda a preservar a memória da cidade de São Paulo. “Esse momento da gente estar reconstituindo essas sinagogas, memoriais e museus é também um momento que a comunidade tem uma preocupação bem maior de apresentar sua história, seu pensamento, seus princípios, sua filosofia para uma comunidade maior”, afirma. Para Yasmin, esse é o maior retorno que o museu proporciona, pois, ele ajuda pessoas que não são familiarizadas com a cultura judaica aprendam um pouco da história do povo hebreu na capital.

O memorial fica localizado no bairro do Bom Retiro, um lugar carregado de simbolismo de uma cultura milenar. Yasmin, conta sobre a história da região: “O Bom Retiro foi tido como o bairro dos judeus até mais ou menos 1960.  A Sinagoga foi construída em 1912, pelos imigrantes que começaram a chegar aqui em meados de 1903.”. Esses imigrantes foram responsáveis por influenciar o desenvolvimento do bairro ao longo da história, pois, abrigou muitos refugiados judeus em decorrência da Segunda Guerra Mundial. Algo que fica nítido para Yasmim. “Algumas fotos do acervo parecem Israel, nem parece que eles estavam no Brasil.”.

O Memorial da Imigração Judaica fica localizado na rua da Graça, número 160, no bairro do Bom Retiro em São Paulo. A exposição é gratuita e funciona de domingo a sexta-feira, das 10h às 17h.

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Favela da Paz lidera projeto sustentável para incentivar comunidade de SP

A instituição visa a conscientização dos moradores para uma vida melhor e estimula os jovens a realizarem seus sonhos

Jardim Ângela, Zona Sul de São Paulo. Instituição Favela da Paz. A comunidade que foi Considerada pela ONU uma das mais violentas da América Latina em 1996, hoje possui projetos de arte, cultura e utiliza a sustentabilidade como soluções de autossuficiência aos moradores da região.


O fundador Claudio Miranda, da organização, acredita que como humanos todos precisam repensar na forma de habitar no planeta, pois vivemos uma crise global que se estende do nível ecológico, até ao nível econômico e social. Por isso Favela da Paz criou projetos para os moradores, um dos exemplos é a Cozinha Vege Arte, que tem como foco principal pensar na gastronomia vegetariana como elemento educacional, criando uma nova cultura no processo de alimentação, discutindo a culinária sustentável como elemento cultural.

Foto: Lídia Molina - Plantas com fertilizantes do Instituto Favela da Paz

Na instituição a energia é solar, o fogão é a Bio gás, os móveis são feitos de palhetes doados. Retenção de água? Tem. Permacultura urbana? Tem também. As formas de um mundo mais verde na Favela da Paz existem e são palpáveis. Para eles o que é possível sonhar pode se tornar realidade.

Para Fábio Miranda, idealizador dos projetos de sustentabilidade é muito importante incentivar a todos um mundo cada vez mais verde. ‘’A questão é essa, despertar a conscientização das pessoas, principalmente dos jovens. É a mudança da sua vida, é enxergar o mundo de outra forma’’, finaliza Fábio.

É muito claro a paixão que todos os envolvidos depositam para fazerem dar certo todos os projetos da Favela da Paz. Alegria e vontade que contagia quem ouve as histórias que os fundadores falam sobre a comunidade. O objetivo da instituição é conscientizar, trocar experiências e compartilhar.

Ampliando mais um sonho

O próximo passo da organização é construir um novo empreendimento para ampliar a sede Favela da Paz. Se os planos dos fundadores derem certo será considerado o primeiro prédio 100% sustentável com certificação Leed, da GBC Internacional e GBC Brasil.

Para Agatha Carvalho arquiteta do Departamento Técnico da GBC Brasil, confirma ''Esse é o nosso projeto legado e para atingir esse objetivo a sede tem que ser concedida atráves de vários critérios que o LEED determina'' e completa explicando ''o Leed é uma certificação internacional que está presente em 156 países e avalia diversas categorias''. Algumas delas são: matérias sustentáveis, implantação, uso racional da agua, qualidade ambiental interna, inovações do projeto, entre outros. Todas essas categorias possuem pré requisitos e créditos, e para qualquer empreendimento receber este selo é necessário que atenda todos as obrigações e uma pontuação mínima de 40 pontos. Através dessas pontuações são classificadas os seguintes niveis: LEED; LEED Silver; Selo LEED Gold; Selo LEED Platinum.

Claudio já imagina o novo prédio: Será tudo verde, com muitas plantas e todos os recursos sustentáveis que já temos aqui em nossa casa. Realmente será para expandir os nossos projetos'', complementa.





O teatro ajuda na carreira profissional

As aulas podem ser um dos fatores responsáveis para obter melhor desempenho na vida corporativa


Os cursos livres de iniciação teatral servem de estimulo para as pessoas se relacionarem melhor com o próximo e auxiliam no desenvolvimento profissional. Sendo assim uma ferramenta capaz de servir como benefício para o individuo se expressar de maneira mais adequada em diversas ocasiões pessoais, o teatro também é eficaz para aqueles que desejam ser mais comunicativos em seu ambiente de trabalho.


A timidez é um fator que atrapalha muitas pessoas em algumas situações, como por exemplo, uma apresentação em público, um seminário e até mesmo palestras. Apesar de existir casos em que ela pode ser disfarçada, a vergonha de se expor para uma plateia ou um grupo de pessoas é demasiada, o que faz o indivíduo perder grandes oportunidades no decorrer da vida.


Foto: Jaqueline Rodrigues - Peça teatral dos alunos do ensino médio da escola E.E Assis José Ambrósio

Fernanda Biazini de 23 anos que atualmente é radialista diz que era muito tímida antes de fazer teatro, e que só fez porque sua mãe a matriculou quando era criança. Ela assume que o teatro mudou tudo em sua vida e diz que “além de tudo você consegue expor melhor a sua opinião e o que você pensa”. Quando questionado se ela acredita que o teatro pode servir como um benefício para a vida profissional, Fernanda diz que pode ajudar de todas as formas e se coloca como um exemplo ao dizer que: “Mesmo eu trabalhando em um site, em uma emissora de TV, por ter feito teatro, eu consigo me expressar, eu consigo expor melhor minhas ideias, eu consigo ser mais proativa, ter jogo de cintura”.

Profissionais de múltiplas áreas podem usar as aulas de teatro a seu favor, especialmente aqueles que diariamente lidam com a comunicação, como jornalistas, advogados, administradores, publicitários e até mesmo médicos. O ator, diretor, dramaturgo e produtor cultural William Gutierre de 32 anos, tem familiaridade com o teatro desde 2004 e acredita que: “O teatro ajuda em todas as profissões sem dúvida nenhuma, não só o teatro, a arte em geral”. Para ele, “médico pode fazer teatro, um gari pode fazer teatro, um serralheiro pode fazer teatro, um engenheiro pode fazer teatro”. Complementa dizendo que é “agregador, é um facilitador, complementar em todas as profissões, todos os segmentos.

Qualquer pessoa está habilitada a fazer teatro, se vai ser ator, por exemplo, de uma forma profissional, é outros quinhentos, o tempo vai dizer, mas o fazer teatro todo mundo pode”.
Além de contribuir como um auxílio para a carreira de muitos especialistas, o teatro é considerado uma ferramenta que ajuda o ser humano a entender e se comunicar melhor com o próximo, podendo ser um aprendizado a mais para aquele que decidir usar essa experiência como um complemento para a carreira.

No entanto, a Psicóloga Sueli Eduardo Marinho diz que “o teatro é importante sim, é um recurso a mais, auxilia sim no desenvolvimento pessoal, mas não é a cura de tudo. Não é o único recurso, porque senão seria algo obrigatório para todas as pessoas”. Para ela, é importante que um indivíduo participe de aulas teatrais no decorrer de sua vida, pois acredita que isso ajuda muito em questões pessoais e profissionais, uma vez que o teatro trabalha vários aspectos da vida pessoal, como por exemplo, o trabalho corporal, o emocional, a relação com o outro, podendo assim ser um fator importante para que a pessoa consiga lidar com a vida corporativa positivamente.

Missão brasileira no Haiti termina esse ano


Após 12 anos de atuação, o Conselho de Segurança da ONU determinou que a Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti termine no dia 15 de outubro para as tropas brasileiras



Passados mais de 10 anos de missão, esta começa a ser reavaliada e especialistas indicam a necessidade de que se criem condições para que o Haiti possa se cuidar sozinho. A ONU previa a retirada das tropas em 2011, mas por conta do terremoto que aconteceu no mesmo ano em 12 de janeiro, os planos foram alterados e as atividades praticamente dobraram.

Em 2004 o Brasil recebeu o convite da ONU para liderar a Minustah proporcionando para o país uma oportunidade ímpar de se projetar no cenário internacional e assumir uma posição de destaque no cenário regional. No período em que as tropas brasileiras se efetivaram no Haiti a situação era caótica devido à falência total do Estado e à violência das gangues que se enfrentavam por todo país aterrorizando a população, criando um ambiente hostil.

Embora já exista uma data pré-definida pelo Conselho de Segurança da ONU quanto o fim da missão para o Brasil, de acordo com especialistas a saída do Haiti não será uma tarefa fácil, pois o fim da missão significa transmitir uma mensagem positiva para o mundo. Gustavo Macedo é pesquisador em relações internacionais da USP e comenta o assunto: “Desde 2009 já se vem falando do fim da missão, a cada ano cria-se a expectativa, então eu tenho dúvidas de que a missão vai fechar esse ano, por que todo ano fala-se a mesma coisa, você consegue decidir quando você entra, mas não consegue decidir quando você sai, pois cria-se uma série de laços. É extremamente importante você passar um recado para o resto do mundo, para as empresas, para as multinacionais, para os conglomerados...” 

O fim da missão pode impactar nas questões econômicas do Haiti. O Brasil gastou mais de R$ 148 milhões com a Minustah e em 2013 ultrapassou R$ 179,69 milhões. No total desde o início da missão, segundo o Ministério da Defesa que se baseou em dados do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi) o Brasil investiu quase R$ 2,12 bilhões na missão do Haiti, tendo recebido de volta da ONU R$ 742,72 milhões de reais (333,88 milhões de dólares). O tenente coronel Serejo do Estado-Maior do Exército afirma que: “Atualmente o componente militar da Minustah vem sendo reduzido e a Polícia Nacional do Haiti (PNH) vem assumindo gradativamente a função de manter o ambiente seguro e estável para a população haitiana. Tal fato sinaliza que a missão sofrerá alterações em sua configuração tornando-se uma missão política com foco na reestruturação das instituições haitianas com o objetivo de dar suporte ao governo haitiano para que conduza o país por conta própria”.


A Minustah nasceu em 2004 para estabelecer a segurança e normalidade institucional do país após sucessivos episódios de turbulência política e violência, desde então mais de 2.300 militares de 19 países fazem parte do efetivo. O Brasil é o responsável pelo comando da força, com o dever de zelar pela segurança do país, mas suas atividades não se limitam apenas a isso, existe um lado social administrado pelos militares em seus dias de folga.


Foto: Renata Vitório - Sargento Santos, Corone Valdir, Sargente Filinto concedendo entrevista para o Jornal Foca nos fatos

Durante esses doze anos de missão o comportamento das tropas criou uma relação de amizade entre os dois povos, comenta o tenente coronel Serejo: “A relação entre os dois países é excepcional e o Haiti tem profundo respeito e admiração pelo Brasil mesmo depois de quase uma década de missão de paz”. O Haiti é o país mais pobre do continente americano e ainda de acordo com ele há muito que ser feito, principalmente após o estrondoso terremoto, mas o suporte dado à ajuda humanitária foi intenso.

Foram implementados vários cursos profissionalizantes nas áreas de construção civil e de recursos humanos. Houve intercâmbio entre os dois países e vários haitianos fizeram curso universitário no Brasil e voltaram ao seu país para exercerem a profissão. Os capacetes azuis são protagonistas de uma série de histórias construídas pela comunidade haitiana, para eles a maior satisfação dos militares é poder ver a ilha caminhar com as próprias pernas.

Dado o fim da missão, os militares Coronel Valdir e Sargento Filinto do Comando Militar do Sudeste resumem todo o sentimento em apenas duas palavras: “Missão Cumprida.” Eles estiveram no Haiti durante a missão e puderam acompanhar e participar efetivamente das atividades. Jameson é haitiano e reside no Brasil em busca de novas oportunidades, ele deixa claro a falta que irá fazer se as tropas deixarem seu país: “Para mim a verdade se eles forem embora, irão fazer muita falta. Eles estão ajudando muito, dão muita ajuda.”

O tenente Serejo afirma que “quando os militares brasileiros desembarcaram naquele país caribenho Kofi Annan, Secretário Geral das Nações Unidas na época, chegou a comentar que a missão seria árdua, com data para começar, mas sem data para acabar”. Naturalmente não foi uma tarefa fácil para os militares que por diversas vezes se depararam com a morte e viveram situações de extrema pobreza, mas a ajuda humanitária para as tropas brasileiras vai além das atividades impostas pela Minustah, e um trabalho social é desenvolvido pelos militares nos horários de folga em orfanatos agregando sentimento de carinho e amor pelo próximo independente de crença ou religião. 

A Minustah é considerada pelo exército brasileiro umas das missões mais bem sucedidas da história, e a maior preocupação do Brasil é que o Haiti seja capaz de seguir em frente sem a intervenção de terceiros. Cada vez mais melhorias já podem ser vistas, como por exemplo, a volta de haitianos que deixaram o país após o terremoto, mas é importante ressaltar que o Haiti é o país mais pobre do continente americano e ainda há muito o que ser feito para sua total recuperação.